DO LABORATÓRIO À MESA: A PROFISSIONAL QUE TRABALHA COM BIOTECNOLOGIA NA PECUÁRIA

DO LABORATÓRIO À MESA: A PROFISSIONAL QUE TRABALHA COM BIOTECNOLOGIA NA PECUÁRIA

Cecilia Machado Pavin é responsável técnica por uma central de processamento e comercialização de sêmen bovino

Seguir carreira no agro era um caminho natural para Cecilia Machado Pavin. Filha de produtor, conhecia e gostava do meio. Mas os planos iniciais eram outros: Psicologia. Aprovada em Medicina Veterinária, uma segunda opção, decidiu fazer o curso por um período. E se encontrou profissionalmente. 

Hoje, é mestre em Ciência Animal, doutoranda na mesma área, e responsável técnica da Renascer Biotecnologia. A central de processamento e comercialização de sêmen bovino foi idealizada pelos Pavin, a família do marido — também veterinário e diretor comercial. Cecilia representa as empresas na Comissão Científica da Associação Brasileira de Andrologia Animal e dá aulas na pós-graduação. Nessa entrevista, a mãe do Gonçalo e da Maria Valentina conta um pouco da trajetória. 

Ser médica veterinária foi escolha natural para você?

Meu pai é produtor, pecuarista, então cresci no meio. O contato com o gado, o cavalo, sempre tive. E eu falava que a Veterinária era minha segunda opção, algo que já acompanhava, participava, mas queria fazer Psicologia Infantil. Quando passei na Unipampa (Universidade Federal do Pampa) em Veterinária, disse para o meu pai que iria fazer um ano. Depois, disse para ele "acho que me encontrei e não vou querer trocar". Estava encantada com o curso e vi o quão amplos são a veterinária e o agro.

Hoje é a responsável técnica de uma empresa. Como foi a caminhada profissional?

Montamos a central há cinco anos. Vendemos sêmen em 21 Estados, com as quatro principais raças. Trabalhamos com reprodutores selecionados e que possam se encaixar em diferentes propriedades. Consultamos técnicos das raças, criatórios, para ver o que estão buscando nas propriedades. Dentro da central, fazemos o manejo sanitário, a coleta do material, dividida em baterias. Fazemos avaliação, processamento e congelamento do sêmen. Fazemos uma avaliação pós-descongelamento e aí liberamos para a venda. O congelamento é feito em palhetas, armazenadas em botijões de nitrogênio.

E como é a rotina na função?

Participo das coletas e do processamento. Também faço os cadastros de reprodutores no Ministério da Agricultura e forneço as informações de estoque.

Você vê mudança, ao longo dos anos, no perfil do pecuarista que busca esse serviço?

Hoje, o cliente está mais exigente. O acesso à informação é muito mais fácil, as pessoas querem ver a qualidade, o resultado. O produtor está participando do todo, querendo entender o mercado, no que investe. É o ponto­-chave, buscar conhecimento. Vai buscar melhor qualidade, está capacitando mais os profissionais. Isso é valorizar a biotecnologia.

Como enxerga o futuro da atividade?

A inseminação artificial é o que norteia as centrais e está em uma crescente. Durante 10 anos, ficou congelada. Hoje, chega a 21% do rebanho. Isso demonstra a busca pelo melhoramento, pelo conhecimento. O proprietário está buscando biotecnologia dentro da propriedade. Nosso setor tende a crescer. Cresce quem tiver conhecimento, capacidade e atualização. Tem de caminhar conforme o mercado.

 

Publicado originalmente por: GZH - Gisele Loeblein 25/04/2022

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